Brasil passa a produzir Drip Coffee Bag e fortalece a indústria nacional do café

Brasil passa a produzir Drip Coffee Bag e fortalece a indústria nacional do café

O modelo Drip Coffee Bag, que só chegava ao país através de importação, será fabricado em território nacional, potencializando o desenvolvimento do setor cafeeiro

O agronegócio café, um dos mais importantes do país, possui um papel muito expressivo no cotidiano dos brasileiros. Seja no âmbito econômico, onde a arrecadação com as exportações de março de 2020 superou a casa dos 420 milhões de dólares, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), ou no comportamental, quando mesmo em isolamento social o consumo nacional da bebida aumentou em 35%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Grupo Jurerê passa a produzir o sistema Drip Coffee Bag

Além de toda a influência, o setor vem avançando no aprimoramento do seu desenvolvimento tecnológico, tendo agora mais um motivo para comemorar. Disponível no varejo desde 2015, quando começou a ser importado do Japão, o sistema Drip Coffee Bag passará a ser produzido nacionalmente, a partir desse ano, pelo Grupo Jurerê. O modelo de preparo instantâneo da bebida filtrada em dose única consiste em um porta-filtro cartonado para ser fixado na borda da xícara.

“A produção nacional é importante para garantir a disponibilidade regular de embalagem e uma menor incidência da variação cambial, causando mais estabilidade nos preços. Além disso, atrelada ao custo mais competitivo, poderemos oferecer ao nosso cliente um impulso a mais na popularização do consumo do Drip Coffee Bag. A indústria do café, com certeza, se tornará mais competitiva, aumentando sua oferta de produtos e conceituando um novo sistema de extração da bebida”, afirmou Micheli Poli Silva, CEO do Café Jurerê e Vice-Presidente de Marketing e Comunicação da ABIC.

A nacionalização da produção, que já está preparada para fornecimento imediato, começou a tomar forma a partir de maio de 2019, quando o prazo da patente expirou. Porém, a ideia não surgiu recentemente, já que os investimentos no desenvolvimento do equipamento capaz de produzir a embalagem do produto começaram há cinco anos. O grupo ainda conseguiu a liberação do laudo Freedom to Operate (FTO), uma garantia legal de liberdade de exploração dessa inovação no Brasil.

Sustentabilidade e praticidade

Além de contribuir com o aperfeiçoamento do ramo do café, a iniciativa é respaldada pela sustentabilidade, uma vez que o porta-filtro pode ser reutilizado para a plantação de mudas de temperos e outros vegetais. Outras vantagens do item são: a sua característica portátil e a praticidade no preparo da bebida.

“Com certeza é um produto muito prático, que possibilita ao consumidor apreciar o café de sua preferência em qualquer lugar e a qualquer momento, sem necessidade de usar equipamentos específicos para a extração da bebida. É um café que pode ser levado em viagens, ao trabalho, e em momentos de lazer. Ele demanda apenas uma fonte de água e uma xícara para o seu preparo”, pontuou a empresária.

Diversidade de sabores e aromas

A marca trabalha com as seguintes categorias: Jurerê Superior, Jurerê Orgânico Gourmet e o Thermocoffee, produto funcional com alto teor de cafeína. A empresa ainda adiantou que pretende investir mais na diversidade de sabores e aromas da sua linha e que estuda novos lançamentos.

Micheli ainda destacou o quanto a atividade trará benefícios para o setor: “Consideramos a produção da embalagem uma inovação nacional. Ela criará a oportunidade para que vários torrefadores, independentemente do seu porte industrial, explorarem o mercado de cafés especiais através do sistema Drip Coffee Bag, oferecendo o produto nos mais diversificados pontos de venda”.

 

Fonte: Jornal do Café – O portal de conteúdo exclusivo da ABIC

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